Responsabilidade Social

Sobre os meus primeiros três meses como acompanhante: síntese e desabafos acerca da maldade dos “donos” da verdade.


Ontem, às 23h30min fez três meses do inicio da minha nova profissão!

Eu não poderia deixar de, na data de hoje, escrever sobre o que aprendi nestes dias.

E é por conta do conteúdo que este texto segue remetido ao link “Social” bem como ao de “Tutoriais e Crônicas”. Creio que exista, nas minhas experiências, algo de socialmente “útil”.

Enfim, faz 3 meses que passei a integrar uma classe minoritária e vitima de constante preconceito. Vitima da sociedade hipócrita, obviamente, onde se vender para casar com marido rico é interessante, mas ser dona do seu nariz, do seu corpo, do seu gozo, do seu sexo e de seu dinheiro assumindo para o mundo que eu gosto demais de sexo e que unir o agradável ao útil foi uma opção madura.

Uma opção bem pensada e, portanto, sensata. Eu penso assim, a pessoa que mais me ama no mundo e a única que me importa (minha mãe), concorda, portanto eu afirmo: conhecendo-me bem, sabendo do meu fogo e do quanto eu gosto de homem e de contato imediato (as pessoas desconhecidas sempre são muitíssimo interessantes!) está foi, sim, a minha melhor e mais corajosa decisão.

Posso escrever, estudar, ler, interagir quando quero e com quem desejo e, ainda, ganho para ter e dar prazer! Não vejo, realmente, nada de criticável ou feio nisso. Feio mesmo é o preconceito, é a atitude dos paladinos da moral e dos bons costumes conservadores que atiram pedra no telhado alheio. Miseráveis! Esta palavra lhes define.

Aprendi nestes meses que a postura que escolhi desde o primeiro dia foi a melhor que eu poderia ter. Atraio clientes agradáveis, preocupados com o meu prazer, educados, cheirosos e gentis. Obviamente, não sou procurada apenas por estes. Existem os tolos que são incapazes de achar uma foto num site, os coitados pechincheiros, os ricos sem cultura que não sabem conjugar direito verbo com sujeito, os “manés” cheios de lábia que acham que vão agradar, existem os ignorantes, mas estes todos apenas me abordam e são, na “sequencia”, rechaçados e bloqueados, ou seja, não são e jamais serão atendidos por mim.

Não atendo cliente que liga após a meia noite e antes das 07h30min da manha. Sou acompanhante e não medico plantonista. Exijo respeito e só dialogo com quem age com respeito e educação para comigo.

Pelo fato de eu não atender ligações de quem não conheço após a meia noite (posso atender tal horário apenas e tão somente se o cliente tiver marcado anteriormente comigo e tiver uma boa razão para poder me ver apenas em tal horário) nunca tive nenhuma experiência com homens alcoolizados ou drogados. Menos ainda, violentos!

Ademais, atendo à noite apenas em hotéis, o que me dá segurança. Não vou a motéis com clientes estranhos à noite, apenas me sujeito a ir se o cliente já é meu conhecido e “fiel”.

Não vou a clubes de swing, não procuro clientes em bares ou em boates. Economizo-me ao máximo da exposição desnecessária e, nem sempre, lucrativa. Exposição está que, não raras vezes, impõe riscos: homens bêbados, alterados, mal intencionados, etc..

É triste dizer o que lhes direi, mas é verdade: a gente ganha o respeito que se dá. Ninguém precisaria impor aos outros o que é seu por direito, mas na sociedade machista e, sobretudo, no “universo” de preconceito e até de depravações que circunda o sexo enquanto profissão, nada mais franco do que admitir: a gente ainda precisa lutar, aberta ou silenciosamente, para obter o que é um direito inerente a todo ser humano pelo simples fato de existir, a respeitabilidade, o trato educado e gentil.

Eu vou além, exijo o fino trato. E, assim, posso lhes dizer que, conclui em três meses, que eu nasci para ser acompanhante. Eu nasci para fazer sexo e receber por isso. Eu nasci para gozar e fazer gozar sem me preocupar com amor, ligação no dia seguinte, futuro, comodismo, cotidiano e etc..

Na medida em que os relacionamentos evoluem o sexo amorna, a amizade domina e o empenho para dar prazer ao outro diminui. É a rotina, é o cansaço, é o sentir-se amado e achar que isso é tudo, que é o suprassumo do relacionamento. Eu não preciso me sentir amada, eu me amo e me basto, eu preciso mesmo é me sentir cuidada. Eu gosto mesmo é de ver o outro tentando me dar prazer. Eu gosto mesmo é de ver a excitação do homem ao meu olhar, ao enxergar eu abocanhando seu pênis e corpo com vontade e desejo. Eu gosto mesmo é de sentir-me desejada na cama! Claro, adoro ser intelectualmente admirada, mas, para isso, não preciso de “trabalho” algum. Cultura e inteligência eu tenho, simples, é um fato!

Enquanto inúmeras mulheres românticas transam esperando romance, eu faço sexo por prazer e recebo ao término. E isso não impede que surja uma relação de amizade, bom dialogo e até admiração mutua. Enquanto inúmeras moças fazem sexo por prazer com quem desejam sem esperar afeto ou futuro, eu faço o mesmo, mas ganho por isso! Ou seja, não faço nada de anormal, apenas agreguei um “plus” ao que sempre gostei!

A minha profissão não colide com minha postura feminista. A minha profissão se coaduna com ela, porque eu sou livre. Livre para ter decidido por este caminho, livre para usar o meu dinheiro com quem amo e com aquilo que amo, livre para me amar, livre para pensar como penso sem ter que dar satisfação a ninguém.

Livre de alma, pois não preciso seguir a cartilha da sociedade conservadora e hipócrita para ser feliz! Não preciso parir, porque sou livre para fazer o que desejo com meu ventre. E eu decidi que ele não irá gerar vida alguma, jamais. Livre para não precisar de um marido pra me sentir completa.

Livre para não precisar de um namorado no dia dos namorados. Livre para sambar na cara da sociedade e dizer: eu não tenho nada a esconder de ninguém, eu não digo que “amo”, eu não sou infiel, eu não iludo, e você? Eu não faço ao outro o que ele não deseja para si, e você?


Um parêntese: sobre preconceito, gays e violência:


(Hoje eu me emocionei ao ler a notícia do jovem espancado e assassinado em Salvador por ser gay. Depois me emocionei ao saber que a belíssima modelo transexual Viviany Beleboni, que encenou a crucificação da parada gay ano passado, foi novamente vitima de violência.

Tenho profunda empatia com os homossexuais, porque, como as prostitutas, eles são vitimas de preconceito por sua sexualidade. Ou seja, algo que não afeta a vida de ninguém, a menos que a pessoa queira ser “afetada” é a razão para escarnio, “caras viradas”, “encaradas” repressoras, violência verbal, psicológica e física (a pessoa será “afetada” pela minha sexualidade se me procurar, conquistar minha simpatia e me contratar, assim como alguém se “afetará” com a homossexualidade de um gay se flertar e transar com um! Eles, assim como as cortesãs, não saem “estuprando” ninguém!).

Todo dia um gay é vitima de violência, então eu me pergunto: o que há de errado com a humanidade gente? O que há de errado com os cristãos? Cadê o amor ao próximo? Cadê o respeito? Cadê a decência? Por que tanto ódio contra quem tem coragem pra ser feliz e se assumir?

Ninguém escolhe por quem vai ter atração sexual! E ninguém é superior a ninguém porque gosta de “ppka” ou pinto! Ou seja, parem se incomodar com a sexualidade alheia! Eu só fui apedrejada pelos moralistas paladinos da “moral” e dos “bons costumes”, por esse povo que "tem" Deus no coração e fel na língua. Por esse povo miserável que acha que é perfeito, porque decorou trechos da bíblia.

Arre, às vezes eu tenho preguiça deste mundo e um profundo alívio por não ter colocado mais um ser humano neste universo de ignorância! Está na hora dos dinossauros voltarem! Gente, deixem os gays andarem livres, de mãos dadas, de blusa cor de rosa, de shortinho ou como quiserem! Deixa a bicha ser louca! Deixa a bicha ser feliz! Cuide, isto sim, do seu bicho interior. Deste animal feroz que lhe faz achar as suas predileções mais dignas, os seus pecados mais "perdoáveis". Deste animal chamado preconceito que você alimenta com sua arrogância.

Você não acredita em Deus? Se acredita, então você deve saber que você não é Deus e não tem o poder de julgar pessoa alguma! Por falar em credo, aí que a situação “complica”! Disse o oligofrênico repórter de programa sensacionalista ou a filha do magnata da televisão que o "problema" do mundo é as pessoas "sem Deus no coração". Os ateístas e agnósticos, enfim. O estranho é que eu nunca vi um ateu homofóbico!

Erguendo um livro e dizendo que homem transar com homem é abominação! Nunca vi um ateu matar outra pessoa por discutir religião, bíblia e etc.. Aliás, até onde eu sei a população carcerária é sumamente deísta.)

Ou seja, não falta religião e não falta discurso moralista no mundo, falta respeito ao próximo! Faltam pessoas bem resolvidas consigo mesmas a ponto de cuidarem, única e exclusivamente, de seus corpos e da sua sexualidade. Falta gente fiscalizando a própria vida ao invés de cuidar do cu alheio. E da buceta, inclusive.


Cláudia de Marchi

Brasília/DF, 12 de julho de 2016.

Por que você acha que eu tive coragem em revelar o meu trabalho ao mundo?

Você já parou para pensar nisso? Em como é estranho uma pessoa ser considerada “corajosa” só porque ela não tem vergonha das decisões que toma?

Você já parou pra pensar que vergonhoso é roubar? Vergonhoso é mentir que ama. Vergonhoso é rasgar a Constituição Federal/88 e pisotear a laicidade do Estado.

Vergonhoso é politico afanar dinheiro público. Vergonhoso é ver colarinho branco sendo solto e jovens assassinados com tiro na cabeça, porque PM confunde rapadura, pipoca ou paçoca com cocaína ou maconha.

Vergonhoso é saber que aqueles 450 Kg de pasta base de cocaína “não tem dono”.

Sexo?

Você não faz?

Você não gosta?

Você só faz pra reproduzir a espécie e depois de casar, como está na bíblia?

Good for you!

E você acha que tapando seus “inocentes” olhinhos para a realidade ela deixará de existir?

Em junho de 2013, em homenagem ao dia internacional das prostitutas foi lançada uma campanha em prol da visibilidade da classe. Vide link:

Dentre inúmeras fotos com frases relacionadas à exigência do uso do preservativo a que dizia “eu sou feliz sendo prostituta” gerou celeuma (link mais abaixo).

Aparentemente o então Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, achou que tal mensagem não poderia ser passada. Pergunto-lhes: por quê?

Por que não podemos ser felizes fazendo o que fazemos? Por que a bancada evangélica condena? Assim como condena aos homossexuais, transexuais e travestis?

Mas quem é a bancada evangélica num Estado laico? E o respeito aos direitos constitucionais fundamentais? À saúde, aí inclusa a psicológica? Por que nos mandam para a margem da sociedade quando só sobrevivemos por que homens ou casais nos procuram?

No meu caso, homens cultos, abonados, com filhos pequenos, casamento ruim, acomodados, entediados, solteiros sem tempo e etc.. Eu não vou pra lá (pra margem), porque a sociedade ainda acha que o sexo pago é tabu. Sexo não é tabu, estão aí as orgias da classe alta, os clubes de swing e outras “putarias” afins “de” testemunha! E, acredite, não são unicamente prostitutas que estão neste “meio”.

Nós precisamos de visibilidade. Eu sou bem informada, vacinada contra HPV, livre de qualquer DST. A maioria de nós se cuida. Nós não somos transmissoras de DSTs contumazes. Nós queremos usar camisinha.

Nós nos protegemos, mas não é só DST que judia, que afeta, que fere ou mata. É o preconceito. É a depressão gerada pelo preconceito e necessidade de se esconder como se estivéssemos cometendo algum ilícito. É o escarnio. É a marginalização gerada pela hipocrisia. Por aqueles que, vide link, não querem que nos assumamos felizes em nossas profissões.

Sim, profissão. Trabalho. Ofício. É sério, é profissional e merece respeito.

E quanto à legislação? É evidente que falta legislação regulamentando a profissão. Segundo se afere do trabalho de conclusão de curso do colaborador Bruno, “os Estados tratam a temática da prostituição de três formas ou sistemas que são: o abolicionismo, regulamentarismo e o proibicionismo. A maioria dos países, como o Brasil, adotam o sistema abolicionista.”.

E, no que consiste tal sistema? As prostitutas são vistas como vitimas de condições sociais de forma que podem exercer suas atividades da exploração realizada por um terceiro. A conduta deste é punida, quanto a profissional em si, a legislação é omissa, vejamos, pois os artigos sobre o assunto elencados no nosso Código Penal:

Art. 228. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

§ 1o Se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos.

§ 2º - Se o crime, é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude.

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, além da pena correspondente à violência.

§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.


Art. 229. Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente.

Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa.


Tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual


Art. 231. Promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro.

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos.

§ 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar, aliciar ou comprar a pessoa traficada, assim como, tendo conhecimento dessa condição, transportá-la, transferi-la ou alojá-la.

§ 2o A pena é aumentada da metade se:

I - a vítima é menor de 18 (dezoito) anos;

II - a vítima, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato;

III - se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; ou

IV - há emprego de violência, grave ameaça ou fraude.

§ 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.


Tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual


Art. 231-A. Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual.

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.

§ 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar, aliciar, vender ou comprar a pessoa traficada, assim como, tendo conhecimento dessa condição, transportá-la, transferi-la ou alojá-la.

§ 2o A pena é aumentada da metade se:

I - a vítima é menor de 18 (dezoito) anos;

II - a vítima, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato;

III - se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; ou

IV - há emprego de violência, grave ameaça ou fraude.

§ 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.


LERAM OS ARTIGOS ACIMA? Onde consta que a prostituta, seja ela independente como as que estão no alto nível da prostituição, seja a que atende em casas (nível intermediário) ou as mais pobres e que estão expostas a toda sorte de mazelas, cometem algum ilícito penal?

Não consta. Não se trata de um agir tipificado como delito na legislação.

Sendo assim, por que não criar campanhas pró-respeitabilidade da classe? Por que não podemos afirmar que somos felizes? Por que devemos esconder nossos rostos como se criminosas fossemos?

É contra a moral e os bons costumes?

Como? E casar por interesse com um homem bem mais velho, barrigudo e feio é moral? É bonito?

Fazer piada que a moça mais bonita da festa fica com o cara mais abonado, pode? Sair á noite e, não raras vezes, transar embriagada e sem camisinha com um estranho, não fere a moral e os bons costumes?

Então, por que o meu trabalho fere? Por que eu não posso ter a minha profissão regulamentada por deputados que “agitam” os bolsos das acompanhantes de Brasília?

Abaixo o projeto de lei de autoria do deputado federal Jean Wyllys de Matos Santos, de Lei nº 4.211 de 12 de julho de 2012, “Lei Gabriela Leite” ainda em “tramite” até hoje:


Art. 1º - Considera-se profissional do sexo toda pessoa maior de dezoito anos e absolutamente capaz que voluntariamente presta serviços sexuais mediante remuneração.

§ 1º É juridicamente exigível o pagamento pela prestação de serviços de natureza sexual a quem os contrata.

§ 2º A obrigação de prestação de serviço sexual é pessoal e intransferível.


Art. 2º - É vedada a prática de exploração sexual. Parágrafo único: São espécies de exploração sexual, além de outras estipuladas em legislação específica:

I- apropriação total ou maior que 50% do rendimento de prestação de serviço sexual por terceiro;

II- o não pagamento pelo serviço sexual contratado;

III- forçar alguém a praticar prostituição mediante grave ameaça ou violência.


Art. 3º - A/O profissional do sexo pode prestar serviços:

I - como trabalhador/a autônomo/a;

II - coletivamente em cooperativa.

Parágrafo único. A casa de prostituição é permitida desde que nela não se exerce qualquer tipo de exploração sexual.


Art. 4º - O Capítulo V da Parte Especial do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Favorecimento da prostituição ou da exploração sexual.

Art. 228. Induzir ou atrair alguém à exploração sexual, ou impedir ou dificultar que alguém abandone a exploração sexual ou a prostituição: .........................................................................................”

“Casa de exploração sexual


Art. 229. Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: ........................................................................................”

Rufianismo


“Art. 230. Tirar proveito de exploração sexual, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça: .............................................................................................”


“Art. 231. Promover a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a ser submetido à exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro. ............................................................................................”


“Art. 231-A. Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para ser submetido à exploração sexual: ......................................................................”


Art. 5º. O Profissional do sexo terá direito a aposentadoria especial de 25 anos, nos termos do artigo 57 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991. Art. 6º. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.


Brasília, de julho de 2012.

Jean Wyllys

Deputado Federal PSOL/RJ


O que eu desejo?

Respeito.

Visibilidade.

Direitos regulamentados.

Campanhas do Ministério da Saúde.

Exames periódicos para toda prostituta pelo SUS.

Direito de poder tirar a máscara e dizer: Eu escolhi este trabalho porque gosto dele e do dinheiro que ganho. E, sim, eu sou feliz. Se isso lhe incomoda o problema é seu, não meu.

E é por isso que irei lutar.

Avante na luta!

Cláudia de Marchi

Brasília-DF, 04 de junho de 2016.